sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

São Paulo, such a beautiful disease

Confesso que não foi amor à primeira vista... nem à segunda, nem à terceira. A cidade me assustava. Aqueles prédios altos, aquele mundo de carros, o barulho intenso, a chuva que não parava nunca. Eu, tão acostumada com a minha Bras-ilha, me sentia pequena, encurralada em meio àquilo tudo. São Paulo não me recebia bem, fazia cara feia para mim. E não adiantava tentarem me comprar com um número incontável de atrações culturais, restaurantes bons e lugares interessantes para visitar: a única coisa que eu enxergava era um quadro frio e cinzento.

A cidade vista do estádio Pacaembu
Como as coisas mudaram, não sei dizer direito. Talvez mudança tenha começado em um dia ensolarado no Parque Villa-Lobos, assistindo a um show da Diana Krall, com um amigo muito querido. Ou talvez tenha sido com a mudança de outros amigos amados para a cidade, o que me rendeu boas viagens, com programas deliciosos e muita diversão. Quem sabe a mudança não tenha vindo quando percebi que o sol também sabia brilhar ali, que a cidade passou a me receber com muito carinho e que as cores insistem em aparecer em meio a tanto cinza.

Não importa como tudo começou: São Paulo é uma cidade linda. Linda de um jeito diferente. Não uma beleza comum, fácil. É algo mais complexo do que isso. Uma beleza difícil de enxergar, mas quando enxergamos não conseguimos mais vê-la outro jeito. Uma cidade de opções e caminhos tão distintos que é fácil se perder, mas de oportunidades incomparáveis.

Minha Bras-ilha tem um lugar cativo no coração, aqui é minha casa. Mas São Paulo me conquistou de uma maneira irreversível.