segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Faltam 40 dias

Meu caro amigo Chico, cinco anos se passaram daquele que eu achava ter sido o dia mais feliz da minha vida. Lembro-me bem de você tímido, com seu violão e seus lindos olhos verdes, no Centro de Convenções de Brasília. Com meus 22 anos, foi o primeiro show seu que pude ir e, juro, achei que seria o último. Por isso mesmo, fiquei seis horas na fila para conseguir o ingresso. Valeu a pena, ah, como valeu!

Amigo Chico, você certamente não sabe, mas me conquistou há muitos anos... antes mesmo que eu nascesse. Meu nome, Ana Carolina, foi uma mistura de tradição de família com a sua menina dos olhos tristes que guardavam tanta dor. Desde esse dia, nunca mais ficamos longe um do outro. Com João e Maria, lembro-me de festinhas na escola nas quais nos fantasiávamos e cantávamos para orgulho dos nossos pais. Com Valsinha, minha falecida e amada avó me vem à memória. Acho que ela não tinha muita ideia do quanto sua voz era linda. Com O que será que será passei minha adolescência, época em que acreditamos que poderemos mudar todos os males do mundo. Com Eu te amo, vivi meus amores e chorei minhas decepções. Hoje, sonho com o dia em que terei mina Nina e minha Beatriz para amá-las incondicionalmente.

É Chico, você, o homem que todas as mulheres do Brasil aceitam dividir, também é parte inesquecível de mim. Seus versos contam a história da minha vida. E, por isso, quero acrescentar mais uma página a este livro, mais um momento em que eu e você estaremos, novamente, frente a frente. E eu poderei dizer, ali de longe, sem você nem me notar, o quanto agradeço por seus conselhos.

Meu caro amigo Chico, te vejo em breve.