terça-feira, 8 de abril de 2014

Amar, um exercício

No fim das contas, descobriu que há sofrimento na falta de sofrimento. Que há amor em todo esse vazio.

Descobriu que seu coração era, provavelmente, o músculo mais ativo de seu corpo. Perdia até mesmo para suas pernas acostumadas a 25 quilômetros por semana. E que ele, sedentário, adoecia enquanto ela secava por dentro.

Ela perdia a compaixão, a empatia.

Ela fazia mal aos outros.

Descobriu que não existia academia para o coração, nem exercício para o amor. Só deixando o passado assumir seu lugar.