sexta-feira, 5 de abril de 2013

Doença incurável

Acordou com muita falta de ar. Peito cheio, cabeça doendo, costas pesadas. Uma gripe que não era gripe, um peso que desconhecia a razão.

Os sintomas iam e voltavam ao longo do dia. O ar faltava e retornava de repente, a dor latejava e melhorava. Ora tinha que conviver com uma euforia estranha, ora com um desânimo inexplicável.

Quando finalmente desacelerou, percebeu o que o mal que lhe acometia era o excesso de sentimentos sufocados dentro do peito. Tantos e tão fortes que não conseguia nem definí-los. Tantos e tão confusos que queria escrever, escrever e escrever... até não restar uma só palavra, uma só sensação que não tenha sido colocada no papel.

Achou melhor parar e dormir, ou aquilo duraria uma madrugada inteira.