Não adianta, sou totalmente incapaz de fingir. Não sei fingir ser
quem não sou, não sei fingir sentimentos. Não sei fingir quando eu
gosto, ou quando eu não gosto. Não consigo, não consigo fazer esforço
para agradar as pessoas, para ser paciente com quem eu não tenho
paciência, para ser simpática só para gostarem de mim.
Coisa
de brasiliense, alguém com certeza vai falar. Já concordei que sim,
parte dessa marra toda está na cultura da cidade, onde as pessoas não se
cruzam, não se cumprimentam e adquirem aquele ar blasé que assusta os
forasteiros. Mas grande parte da culpa vem da minha total incapacidade
de fingir ser diferente do que eu realmente sou.
Sou
tosca, falo palavrão, perco a paciência na terceira vez que me perguntam
algo, fecho a cara quando me irrito, banco a drama queen quando estou
triste, procuro desesperadamente um colo quando estou carente, tenho um
monte de manias, monto roteiro de viagem, amo acordar cedo e aproveitar o
dia, não tenho paciência com gente metida ou que não sabe conversar ou
que não vai direto ao ponto, não sorrio pra quem faz piada de mau gosto,
não sou simpática com quem já chega tirando onda. E não, eu não quero
mudar nada disso.
Gosto de abraço forte, digo que amo
quando eu amo, tenho crises de riso incontroláveis, dou presentes e faço
surpresas, prefiro escrever do que falar, cuido, cuido muito, escrevo o
que eu sinto para entender melhor meu coração, gosto do meu cabelo
curto, leio poesia, mas sou incapaz de escrever uma, solto indiretas com
músicas, sou a pessoa mais feliz do mundo quando saio para dançar,
discuto assuntos polêmicos e não levo para o lado pessoal, escuto mil vezes a mesma música, AMO carnaval, trato amigos como irmãos, sonho muito, planejo tudo, detono uma panela de brigadeiro em uma sentada. E não, também não quero mudar nada disso.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Pessoa
- Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
-
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
- Fernando Pessoa, 2-8-1933.
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Sentimentos não foram feitos para interpretações
Sentimentos não foram feitos para ser intepretados. Eles simplesmente existem. E cada um tem jeito jeito de lidar.
Ela chora. Eu escrevo. Ele bebe. Você vai para a gandaia.
E o fato de ela chorar, eu escrever, ele beber e você ir para a gandaia, não quer dizer que nosso coração não está em paz. A vida só é feita de altos e baixos, e os baixos geralmente são mais arrebatadores e muito mais inspiradores.
Sentimentos não foram feitos para ser interpretados, mas sentidos em toda sua plenitude. Até que eles não existam mais.
Ela chora. Eu escrevo. Ele bebe. Você vai para a gandaia.
E o fato de ela chorar, eu escrever, ele beber e você ir para a gandaia, não quer dizer que nosso coração não está em paz. A vida só é feita de altos e baixos, e os baixos geralmente são mais arrebatadores e muito mais inspiradores.
Sentimentos não foram feitos para ser interpretados, mas sentidos em toda sua plenitude. Até que eles não existam mais.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Ladrões de sonhos
Tudo o que eles haviam construído foi por água abaixo. O amor, a amizade, o respeito, a cumplicidade. Mas o pior foram os sonhos...
Ela já se via naquele apartamento com ele, já havia dado presentes e ganhado presentes para a futura casa. Conhecia cada canto do local (afinal, ajudou a escolher e a arrumar), sabia o que faria em cada cômodo, em cada cantinho para ficar com a cara deles.
Imaginava a vidinha dos dois ali dentro, a rotina, os jantares, as risadas. Via ele sentado no sofá rindo enquanto ela jogava Wii (ele não gostava de jogar, mas até seus olhos sorriam quando a viam se divertindo assim). Via ela olhando para ele enquanto ele lia, tão compenetrado (conhecia-o tanto que achava graça dos tiques que ele tinha quando lia, sempre os mesmos). Via o quanto seriam felizes juntos.
Só que, de repente, dissolveram a nuvem na qual estavam sentados, sem nenhum aviso, e ela desabou.
Ela já se via naquele apartamento com ele, já havia dado presentes e ganhado presentes para a futura casa. Conhecia cada canto do local (afinal, ajudou a escolher e a arrumar), sabia o que faria em cada cômodo, em cada cantinho para ficar com a cara deles.
Imaginava a vidinha dos dois ali dentro, a rotina, os jantares, as risadas. Via ele sentado no sofá rindo enquanto ela jogava Wii (ele não gostava de jogar, mas até seus olhos sorriam quando a viam se divertindo assim). Via ela olhando para ele enquanto ele lia, tão compenetrado (conhecia-o tanto que achava graça dos tiques que ele tinha quando lia, sempre os mesmos). Via o quanto seriam felizes juntos.
Só que, de repente, dissolveram a nuvem na qual estavam sentados, sem nenhum aviso, e ela desabou.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Apesar dos defeitos
Um amor nunca é grande se não for profundo, disso ela sempre soube. E é algo que a conforta bastante, ela sabe que ele nunca conseguirá se entregar como se entregou para ela. Aliás, ele nunca vai querer se entregar, descobriu que a superficialidade o satisfaz mais. Descobriu que é mais fácil viver rodeado de quem só enxerga o que ele quer mostrar, de quem só ama a parte boa. Percebeu o quanto é difícil ter alguém que ama as qualidades, mas, muito mais que isso, ama apesar dos defeitos. Isso é amar com profundidade. O resto é história de contos de fadas.
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